quarta-feira, 13 de abril de 2011

Formações

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Exercícios quaresmais

Propiciam conquistas que não se alcançam por outros caminhos
 
Os exercícios quaresmais, na vivência litúrgica, oferecida pela Igreja Católica como preparação para a celebração da Páscoa do Senhor Jesus, o Salvador do mundo, são riquezas de um caminho que constituem uma das páginas insubstituíveis na qualificação da vida de todos. Esses exercícios trazem consequências e resultados mais fecundos na participação de cada pessoa na grande teia da cidadania, que cada um, em conjunto com outros, ajuda a tecer e manter. Exercícios que conquistam a saúde do corpo são indispensáveis, essa demanda gera na atualidade uma verdadeira indústria de serviços, que traz benefícios variados para além da questão estética, muitas vezes, buscada de maneira superficial na velocidade efêmera da vida que passa. É preciso também o suporte e a articulação com o que tece e sustenta a interioridade, o que está na mente e no coração. Com o que eiva a constituição cerebral de cada um com entendimentos, sentimentos e vivências. Propriedades de alimentar as transmissões que ali se operam para garantir, além do bem-estar, uma postura qualificada e madura diante da vida e na condução cotidiana.

Saúde não é apenas condição física. A interioridade é coluna mestra que a sustenta, uma coordenação articulada de energias e a constituição de vínculos e ligações que abrem a vida para a transcendência, para o infinito do amor de Deus. E, também, para cada outro, dando sentido ao viver, ao serviço que se presta e ao gosto de amar e comprometer-se com a vida de todos. Os exercícios quaresmais, na bimilenar tradição espiritual e litúrgica da Igreja Católica, à medida que são seguidos e vivenciados, propiciam conquistas que não se alcançam por outros caminhos e metodologias. Especial menção merece a busca da própria identidade e dos valores pessoais, pois ela alimenta a consistência indispensável enquanto constituição da fonte que sustenta o viver a cada dia e não nos permite perder o rumo da vida. Trata-se de uma qualificação da existência que faz das pessoas um instrumento da paz, em razão da profunda ligação e intimidade cultivadas com o Senhor Único da vida. Nada é mais precioso!

No Sermão da Montanha, o evangelista Mateus (capítulos 5 a 7) relata regras de ouro que Jesus ensina aos Seus discípulos, em vista de uma vida qualificada e vivida com gosto e proveito. O Mestre inclui na dinâmica dos exercícios que qualificam o discípulo a indicação da prática da esmola, da oração e do jejum. Na verdade, Jesus não propõe a prática de simples gestos descomprometidos. A esmola, mais do que a disponibilização do supérfluo, como muitas vezes se entende e pratica, aponta como significação o compromisso com a vida de todos - especialmente a dos pobres e dos miseráveis. Esse comprometimento implica uma compreensão da realidade que gera posturas cidadãs para traduzi-las em empenhos com causas e projetos. Define prioridades e dá, a quem se dispõe, a condição de porta-voz para fazer valer o direito de todos e a cabível opção preferencial pelos que precisam mais. A esmola é um gesto de partilha localizado na atitude de quem compreende seu compromisso de defender a vida, de forma incondicional, em todas as suas etapas, e trabalhar sem descanso para promovê-la. Suscita uma visão social e política da mais alta qualidade por colocar à luz da presença de Deus o outro, particularmente o pobre, que não tem o necessário, é enfermo, excluído ou sofredor, como centro de preocupações e de reverências.

Jesus inclui, ainda, na dinâmica desse exercício de qualificação da existência e do dom da vida, o jejum. Certamente parece obsoleta essa atitude, num tempo de tanta fartura, de desperdícios, contracenando com um mundo de pelo menos um bilhão de famintos. Jejuar é um exercício de correção de costumes e hábitos que nos levam a tratar o alimento com respeito, nos motiva a repartir nosso bocado com quem tem fome, superando a gula que despersonaliza e fomenta irracionalidades. É ainda um exercício que dá a temperança indispensável para não cairmos nos exageros da corrupção, dos apegos nascidos da voracidade que põem o indivíduo diante das coisas e dos bens.

Na riqueza das considerações possíveis das muitas vivências dos exercícios quaresmais há um verdadeiro tratado de ciência do bem viver e de qualificação da existência, que repercute na vida: a importante prática da oração. Essa indicação sábia de mestre a discípulos já foi pensada como hábito piegas. Aberturas e interesses por milenares práticas meditativas são sinais de que a cultura ocidental precisa e pode revisitar os tesouros de sua herança cristã, de modo a entendê-la, como no dizer de um autor do século quarto: “A oração é a luz da alma”. E adorná-la com modéstia e a luz resplandecente da justiça, temperando a conduta do orante com o sal do amor de Deus.









Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Fonte: http://www.cancaonova.com.br/

Jovens faz passeio apos reunião de sabado 09/04/11





comemorando com os aniversariantes  tri mestrais janeiro,fevereiro e março.
um feliz aniversario a todos em Crisro


domingo, 10 de abril de 2011

Que o Senhor nos desperte do sono da morte

Ressurreição e luz são dois temas intimamente ligados, porque são sinônimos da Salvação: “Se alguém caminha de dia, não tropeça; mas tropeçará, se andar de noite” (Cf. Jo 11,10).
O tema central do Evangelho de hoje é a vida. Vida que foi restituída a Lázaro e que está ligada à amizade, ao amor fraterno, à compaixão, atitudes cristãs que estão presentes na glorificação de Deus, que é o destino dos homens e mulheres que crêem verdadeiramente. A vida verdadeira, que o Cristo trouxe, tem face humana e face divina, que se misturam.
A ressurreição de Lázaro é um dos maiores sinais de Jesus. Jesus, assim, vai manifestando a sua filiação divina, seu poder messiânico, sua missão salvadora, e provoca, cada vez mais, a admiração, a fé, o testemunho daqueles que são beneficiados pela sua ação evangelizadora. O próprio evangelista João anuncia que Jesus fez muitos outros sinais, e que estes sinais “foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, em crendo, tenhais a vida” (Jo 20,30-31).
Assim, poderíamos afirmar que a vida do homem é a razão de ser da Encarnação de Jesus. Os milagres e sinais de Jesus foram efetuados para destacar a VIDA PLENA, a VIDA QUE SÓ ELE PODE NOS DAR.
Jesus afirmou: “EU SOU A VIDA; EU SOU O PAO DA VIDA, EU SOU A LUZ DA VIDA”. Jesus veio ao mundo para despertar a criatura humana do sono.
E esta vida nova só será possível àqueles que viverem, com dignidade, a grandeza do seu Batismo. Aderindo a Cristo, o batizado deve viver uma vida realmente nova, animada pelo Espírito de Cristo. Mas sem a fé, traduzida em obras, o Batismo ficará morto. A vida da fé batismal se verifica, se atualiza, por exemplo, quando ela transforma a sociedade de morte numa comunidade de vida, fraternidade e comunhão.
Como Lázaro, acolhamos a ordem de Jesus: “SAI PARA FORA”. Peçamos ao Senhor que nos desperte e ressuscite do sono da morte e nos revista da Sua imortalidade com a Celebração da Festa da Páscoa que se aproxima.
Padre Bantu Mendonça
Fonte:http://blog.cancaonova.com/homilia/

sábado, 9 de abril de 2011

Uma Questão de Escolha
 O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las. Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples... Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer. É simples...


Sábado, 09 de abril de 2011, 08h10

Bispos estão preocupados com possível desaparição do cristianismo


Da Redação, com ACI Digital



Os bispos europeus expressaram sua preocupação pela “situação de opressão” na qual vivem os cristãos do Oriente Médio e pelo “perigo de desaparecer o Cristianismo nos lugares onde nasceu e existiu por dois mil anos”.

Esta foi a tônica da sessão plenária de primavera da Comissão dos Bispos da Comunidade Europeia (COMECE), que teve como tema “A Igreja cristã no Magreb e no Mashriq”, revelou o Bispo de Rotterdam e Presidente desse organismo episcopal, Dom Adrianus van Luyn.

Ainda estamos chocados, disse o Presidente Van Luyn, com os atentados sanguinários contra a Igreja no Egito e no Iraque”, referindo-se às revoluções que nestes últimos meses se desenvolveram nos países do Norte da África, em nome da liberdade e da democracia.

“Apesar das evoluções das últimas semanas, a situação das minorias cristãs continua precária. É necessário protegê-las", disse ainda o presidente da COMECE.

Em seu discurso sobre a catástrofe que atingiu o Japão, Dom Van Lyn pediu uma reflexão sobre a utilização da energia nuclear e sobretudo no tocante ao estilo de vida que requer uso desproporcional de energia.

Sobre o caso do Egito, o Cardeal Antonios Naguib, advertiu para o risco de que o clamor dos jovens pela democracia poderia cair no esquecimento. "O movimento juvenil não tem líderes reconhecidos e nem estrutura para enfrentar as próximas eleições. Precisam de tempo!”, exclamou.

Outro fator de risco para a transição democrática no Egito, segundo o Cardeal Naguib, é o artigo 2 da Constituição, que prevê a lei islâmica como fonte principal do direito.

“Como Igreja decidimos não levantar a questão para não prejudicar a coesão nacional, deixando-a para quando a mudança da Constituição for tratada. Somos propensos à democracia e por isso nos preocupa este artigo ser mantido na implantação da futura Constituição” afirmou o purpurado recordando que “ no País a igualdade não é aplicada a todos igualmente”, apesar de termos artigos que prevejam isso.

Por sua parte, o arcebispo maronita do Chipre, Dom Yousseif, revelou que “os cristãos, como também disse o Sínodo para o Oriente Médio, são portadores de cultura e de esperança, de paz e de reconciliação”.

Fonte:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=281197

sexta-feira, 8 de abril de 2011

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Por que existe o sofrimento?

O sofrimento da humanidade é também fruto do pecado


Saber sofrer é saber viver. Jesus Cristo nos faz compreender o significado do sofrimento. Ninguém sofreu como Ele e ninguém como Ele soube enfrentar o sofrimento e dar-lhe um sentido transcendente.

Um dia, Karl Wuysman, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo. O fato de Jesus ter sofrido como ninguém, e ser Deus e Santo, mostra que o sofrimento não é castigo. Uma prova de que Deus não deseja o sofrimento e não o manda como castigo a ninguém um sinal forte de que o Reino de Deus já estava entre nós eram as curas, os milagres, os exorcismos, entre outros, que Jesus fazia, isto é, vitórias sobre o mal e sobre o sofrimento. Alguns perguntam: “Se Deus existe, então, como pode permitir tanta desgraça?”

A resposta católica para o problema do sofrimento foi dada de maneira clara por Santo Agostinho († 430) e por São Tomás de Aquino († 1274): "A existência do mal não se deve à falta de poder ou de bondade em Deus; ao contrário, Ele só permite o mal porque é suficientemente poderoso e bom para tirar do próprio mal o bem" (Suma Teológica l qu, 22, art. 2, ad 2). "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8,28).

Deus, sendo perfeitíssimo, não pode ser a causa do mal, logo, é a própria criatura que pode falhar, já que não é perfeita como seu Criador. Mas, o mal pode ser também o uso mau de coisas boas. Uma faca é boa na mão da cozinheira, mas não na mão do assassino... O sofrimento da humanidade, sobretudo, é também fruto do pecado. São Paulo disse que "o salário do pecado é a morte" (Rm 6,23).

Nossos erros geram sofrimentos para nossos descendentes também. Os filhos não herdam os pecados dos pais, mas podem sofrer pelas consequências deles [pecados]. O Papa João Paulo II, em 11/02/84, na Carta Apostólica sobre o sofrimento declarou que: "O sentido do sofrimento é tão profundo quanto o homem mesmo, precisamente porque manifesta, a seu modo, a profundidade própria do homem e ultrapassa esta. O sofrimento parece pertencer à transcendência do homem" (Dor Salvífica, n. 2).

Para que o homem fosse "grande", digno, nobre, Deus o fez livre, inteligente, com sensibilidade, vontade, memória, entre  outros. Deus Pai não poderia impedir o homem de Lhe dizer "não": senão lhe tiraria a liberdade e este seria apenas um robô, uma marionete, um teleguiado. E o Altíssimo não quis isso.

Deus não é paternalista, é Pai: não fica "passando a mão por cima" dos erros dos filhos. Esta é a lei da justiça: quem erra, deve arcar com as consequências de seus erros. "Deus não fez a morte nem tem prazer em destruir os viventes" (Sb 1,13).
Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br
08/04/2011 - 00h00
Tags: sofrimento formação pecado descendencia cancaonova Felipe Aquino
Adorar como a samaritana
"Mas vem a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Estes são os adoradores que o Pai procura" (Jo 4,23).

A adoração não é para os perfeitos, não é para os santos, é para nós, pecadores, que sentimos a força do pecado. Infelizmente, o pecado habita em nós. Nossa situação é como a de um doente que não quer ser doente, mas é e vive uma luta. Temos a doença, que se chama pecado, e acaba que usamos o próprio pecado como alavanca para irmos longe. É assim que Deus quer que sejamos, o pecado não é para que nos afundemos, mas para que possamos passar sobre ele [pecado].

A adoração não foi feita só para santos e perfeitos, ela foi feita para os pecadores que precisam dela para poder surfar sobre o pecado.

Deve ter sido doloroso para samaritana ver Jesus abrindo o livro de sua vida assim na frente dela. Imagine o estado dessa mulher e era justamente por ela que o Senhor estava esperando ali no poço. Cristo ficou ali porque o Pai revelou a Ele que naquele momento uma mulher despedaçada por dentro iria passar por ali. Jesus quis ficar para esperá-la ali naquele poço. Não foi por acaso, foi providência, Jesus quis ficar ali para receber aquela mulher.

Jesus queria dar a ela a água viva que poderia mudar para sempre sua vida. Aí está revelado o jeito de Jesus ser, Ele intercepta a nossa vida. E que bom que o Senhor intercepta nossa vida! Não sei qual era seu estado, mas o dessa mulher era aquele. Cristo precisa salvar nossa vida.

Precisamos ter nosso encontro pessoal com Jesus como teve aquela samaritana. O Senhor precisa interceptar nossa vida. Hoje Ele passa mais uma vez interceptando sua vida porque Ele precisa conquistar você. Mas depende de nós. Jesus faz tudo para nos pegar, mas quem se entrega a Ele ou não somos nós; Ele não faz nada à força. Nós nos entregamos por nós mesmos, livremente.

Assista a essa palestra:



Adorar em espírito e verdadeiramente no profundo do coração. Jesus veio revelar para uma pecadora qual era a verdadeira adoração. O Senhor vem falar de adoração para os pecadores, pois a adoração nos arranca do pecado, é o jeito mais perfeito de se rezar.

Não é porque tenho coisas a pedir que estou rezando, não é porque Cristo fez maravilhas que estou O louvando e Lhe agradecendo. Eu louvo e adoro a Deus simplesmente porque Ele é Deus e eu sou o adorador. É a oração mais gratuita. Adoração, muitas vezes, não se faz com palavras.

Estamos acostumados a adorar ao Senhor diante do Santíssimo Sacramento, mas adorar não é apenas diante do Sacrário, diante do Santíssimo. Você pode adorar a Deus no seu serviço de casa, no carro, trabalhando numa máquina, cuidando de uma criança. Sua alma, seu espírito está em Deus. Nossa tendência e necessidade é adorar a Deus 24 horas no dia. É preciso orar sem cessar e sem nunca deixar de fazê-lo. Isso acontece porque eu estou sintonizado em Deus, eu estou em Deus como o peixe na água. O peixe vive na água, foi feito para viver na água, o lugar dele é na água. Da mesma forma, nosso lugar é em Deus. Nós vivemos tão infelizes porque estamos fora do nosso lugar. O lugar onde nós vivemos é Deus, esse é nosso habitat. Isso não é alienização, é centralização.

Alienado é o peixe que está fora d'água e certo é o peixe que está na água. Nós fomos feitos para viver em Deus, assim como o peixe na água. Na água o peixe faz maravilhas. A ave foi feita para viver no ar e que beleza o voo das aves. A ave faz maravilhas porque está no ar. É isso que acontece conosco, nosso lugar é Deus, por isso nosso lugar é a adoração. Descanse em Deus e o impressionante é que o descansar também é em Deus. Não precisa de palavras, é como o amor, não precisa dizer nada. Claro que existem momentos que precisamos louvar a Deus, pedir, falar, mas há momentos em que precisamos estar n'Ele apenas.

Jesus falou para a samaritana, uma mulher estragada, sobre a adoração. Mesmo lambuzado na sujeira do meu pecado eu me ponho em Deus. O peixe que se suja na areia vai se limpar na água. Você que está sujo do pecado aonde vai se lavar? Em Deus. Tudo começa no Senhor e nesta hora nem existem palavras. Mesmo sem palavras, até humilhado, fique em Deus.

O sondar de Deus é olhar lá dentro. Jesus vai no lixo do nosso interior e enquanto não encontrar uma coisa boa Ele não para. Ele pega a coisa boa e nos mostra, e a partir desta [coisa boa] nos reconstrói. O que aconteceu com a samaritana foi que Cristo a sondou tão dentro, que viu a busca que ela estava vivendo para sair daquela sujeira. Jesus descobre que ela não queria ser pecadora como ela era; e descobre isso em nós também. Ela nem conseguiu mudar a vida dela e já virou apóstola, saiu para comunicar aos outros que tinha encontrado o Senhor.

É a adoração que muda a nossa vida. Deixaremos de ser pecadores, um traste, deixamos nossa vida infeliz e entramos na bem-aventurança pela adoração.

Pregação de Monsenhor Jonas do dia 27 de março de 2010
fonte:
http://www.cancaonova.com/