sábado, 16 de abril de 2011

Bento XVI: o Papa que a mídia secular não mostra

Nicole Melhado
Da Redação



Montagem sobre imagens / Arquivo
Joseph Ratzinger continua sendo o homem de Deus que sempre foi. Sua simplicidade e paternidade superam toda e qualquer anticampanha midiática
Quando lentamente foi se encaminhando a votação para escolha de um novo Papa, o então Cardeal Joseph Ratzinger pensou que a "guilhotina teria caído sobre sua cabeça" e começou até a ter "vertigens". "Estava convencido de que tinha desempenhado a obra de toda uma vida e de poder transcorrer meus últimos dias em tranquilidade", confessou Bento XVI no conclave que o elegeu.

O então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, com profunda convicção, disse a Deus: "Não me faças isso! Dispões de pessoas mais jovens e melhores, que podem enfrentar esta grande tarefa com outro impulso e vigor", conta ele.

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.: Clipe de homenagem ao Papa

Mesmo sendo um teólogo altamente respeitado com diversas publicações e prefeito de um dicastério da Cúria Romana - a Congregação para a Doutrina da Fé -, Joseph Ratzinger acreditava ser um instrumento insuficiente.

"Fiquei então muito comovido com uma breve carta que me escreveu um irmão do colégio cardinalício. Recordou-me que, por ocasião da Missa por João Paulo II, eu tinha centrado a homilia, partindo do Evangelho, na palavra que o Senhor disse a Pedro, junto do lago de Genesaré: 'Segue-me!'. Expliquei que Karol Wojtyla recebeu sempre de novo este chamado do Senhor e, como sempre de novo, tivera de renunciar a muito e dizer simplesmente: 'Sim, sigo-te, mesmo se me conduzes onde não quero'", conta o agora Papa Bento XVI.

O religioso escreveu a ele: "Se agora o Senhor dissesse a ti 'Segue-me', então recorda-te do que pregaste. Não te recuses! Seja obediente como descreveste o grande Papa, que voltou à casa do Pai".

"Isso admirou-me profundamente. As vias do Senhor não são confortáveis, mas nós não somos criados para o conforto, mas para as coisas grandes, para o bem. Assim, no final, não pude fazer mais do que dizer sim".


O Papa que a mídia secular descreve

Neste sábado, 16, Bento XVI completa 84 anos de vida e, mesmo depois de quase seis anos de pontificado, ele ainda é descrito pela mídia secular como um homem frio, distante e conservador. Tais descrições levaram até mesmo alguns católicos a criar um certo distanciamento em relação às suas palavras e fazer pré-julgamentos a partir de informações de mídias seculares.

"No seu livro de entrevista O Sal da Terra, o Papa Bento XVI fala dessa problemática. E ele demonstra ter consciência de que foi vítima de uma propaganda desleal. Na verdade, a mídia progressista se uniu a vários teólogos liberais, dentro da própria Igreja, com o interesse de separar a figura do Cardeal Joseph Ratzinger da figura carismática de João Paulo II. Como se o Papa fosse refém de um cruel inquisidor. Nós sabemos, porém, que esses dois homens estavam intimamente ligados e trabalhavam em profunda sintonia um com o outro. Não é possível compreender o pontificado de João Paulo II deixando de lado a figura de Joseph Ratzinger", enfatiza o Vigário Judicial da Arquidiocese de Cuiabá (MT), padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior.

O sacerdote conheceu Bento XVI quando morou em Roma, de 1988 a 1992. Nesta época, o Papa era ainda o Cardeal Joseph Ratzinger. Ele lembra que como prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, sempre que Joseph Ratzinger precisava dirigir uma palavra mais fime a algum teólogo fazia sempre por amor à verdade e amor pelo povo de Deus.

"Joseph Ratzinger continua sendo o homem de Deus que sempre foi. Não houve mudança em sua personalidade. Trata-se apenas do fato que a mídia sonegou e escondeu de nós, durante muito tempo, o homem extraordinário e cativante que ele sempre foi", afirma padre Paulo Ricardo.


Bento XVI: Pastor da Igreja

O Papa Bento XVI é hoje a figura real do pastor que a Igreja Católica precisa num tempo de profundas transformações sociais, econômicas e políticas, num tempo de consolidações de diálogos inter-religiosos e construções de novos diálogos culturais, explica padre Paulo Ricardo.

"O povo não pode ser deixado como ovelha sem pastor. O povo de Deus espera uma palavra que venha de seus pastores e que indique o caminho a ser seguido. Pois a própria Escritura nos adverte: 'surgirão falsos profetas'", destaca o presbítero.

Padre Paulo Ricardo ressalta que as pessoas devem receber a mensagem do Papa com o coração aberto.

"Na introdução do seu livro Jesus de Nazaré, o Papa diz que não é possível as pessoas dialogarem e se compreenderem mutuamente sem um mínimo de benevolência. Ou seja, para que nós possamos ouvir o Papa e aquilo que ele quer nos dizer, precisamos querer bem a ele e saber que ele não é um inimigo", destaca.

O sacerdote lembra que a guerra. antes de ser um conflito de armas, é uma realidade espiritual; isto é, quando as pessoas não querem se ouvir mutuamente, estão em guerra.

"O Papa vem trazer uma mensagem de paz, mas para que nós acolhamos essa mensagem de paz é necessário que haja esta benevolência e a disposição de saber que é um homem de bem que vem nos dirigir uma palavra, e não simplesmente uma palavra dele, mas uma Palavra que vem de Deus", enfatiza.

fonte http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=281296

Os Sacramentos.



A água serve para a gente lavar as mãos,o rosto e o corpo todo,quando tomamos banho.
No Santo Batismo,a água lava e apaga da alma o pecado original e também os outros,caso existam.
A água não poderia lavar a alma,que é espiritual,se não fossem ao mesmo tempo pronunciadas as palavras do Batismo:"Eu te batizo em nome do Pai,do Filho e do Espirito Santo".
Derramando a água e dizendo essas palavras,o Batismo tem o poder,isto é,a eficácia de apagar o pecado original e qualquer outro pecado que por acaso esteja na alma.
Quando a água foi derramada sobre a cabeça do batizando e foram ao mesmo tempo pronunciadas as palavras,isto é sinal certo de que o pecado original foi apagado,e que a alma recebeu a graça de Deus.
Quer dizer que a água e as palavras são o sinal eficaz da graça recebida no Batismo.
Do mesmo modo,o pão,o vinho e as palavras da Consagração constituem o sinal do Sacramento da Eucaristia.Quando na Missa,o Sacerdote (padre) toma o pão e o vinho,e pronuncia as palvras da Consagração,é isto sinal de que o pão e o vinho são mudados no Corpo e no sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo,para alimento de nossa alma.
Todos os sacramentos são sinais da graça de Deus.Foi Jesus quem instituiu os sete Sacramentos,afim de que as nossas almas pudessem viver sempre na graça de Deus.


Data e hora.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Senhor nos chama à santidade

Tiago Camargo - Tiba
Foto: Fotos: Maria Andrea
Quando Deus intervém em nossa história é bonito porque tudo se transforma, resolvemos seguir um caminho diferente, uma vida nova. Vocação é chamado.

Nosso coração é inquieto, o tempo todo buscamos o sentido da nossa vida. Se não expressamos isso verbalmente, fazemos isso no coração. O ser humano é o único capaz de ter buscas mais profundas que só podem sair do coração.

Toda vocação exige renúncia, o ato de deixar algo. Em todos os momentos na nossa vida é assim, estamos sempre deixando algo. Muitas vezes, precisamos deixar as nossas coisas para responder a vontade de Deus, para responder a tantas perguntas que trazemos lá no íntimo do nosso coração.

Existe a vocação natural de todo ser humano, que é o se voltar para Deus Pai. Desde o momento em que existimos o Senhor está nos chamando pela nossa natureza. Naturalmente o homem é chamado a fazer o bem e não o mal. Nossa consciência já é a voz de Deus em nossa natureza. Temos a vocação natural do Senhor e também uma vocação extraordinária para sermos santos e irrepreensíveis aos olhos d'Ele (cf. Ef 1,4). Essa é nossa primeira vocação, o chamado à santidade.

Nossa vida é repleta de momentos dolorosos. Estamos condicionados a este mundo, porém, nossa vocação não se limita a essa terra; existe um céu. Coisas que os olhos não viram é o que Deus tem preparado para nós: um céu. O que o Pai tem para nós é muito mais que essa vidinha que temos aqui na terra. Quanto mais nós somos presos às coisas dessa terra, tanto mais sofremos. Nosso coração não pode estar preso às coisas que temos e somos. Alegre o seu coração, pois o sofrimento pelo qual você está passando hoje vai passar. Não coloque seu coração nas coisas da terra, acredite, tenha fé, calma porque tudo vai passar.

"Você tem condições de dar tudo para Deus"
Foto: Fotos: Maria Andrea
Você tem uma missão de Deus Pai aqui nessa terra. Não tenha medo. Abraão foi dócil à vontade do Altíssimo e, mesmo sem saber o que fazer, saiu em direção ao local em que o Senhor queria levá-lo. Depois disso teve o filho, Isaac, um filho predileto. Mas o Senhor quis prová-lo [Abraão] pedindo Isaac em sacrifício e esse grande homem de fé foi até o momento em que Deus viu que ele era fiel.

Nós só conseguimos dar respostas grandes assim se treinamos no amor às coisas pequenas. O primeiro chamado que o Todo-poderoso nos fez é para que sejamos santos, por isso não podemos deixar o olhar d'Ele para nós. Jesus nos olha com amor. Toda vocação parte do olhar amoroso de Deus e de nossa correspondência amorosa.

Toda vocação cristã nasce pelo encantamento por Jesus Cristo. Como o menino dos cinco pães e dois peixes que correspondeu ao olhar do Mestre, dando TUDO que ele tinha, sem se preocupar com o que aconteceria depois. Ele correspondeu, encantado por Jesus. Quando me deixo encantar com Jesus Cristo consigo corresponder a Ele. Não tenha medo, seja forte.

Você tem condições de dar tudo para Deus também, pois para o Senhor não existe tempo, para Ele existe o agora. Ele pode fazer muito na sua vida a partir de AGORA.

O que hoje você pode mudar? Em que hoje você pode dar uma resposta diferente? Precisamos aprender a dar respostas nas pequenas coisas para conseguirmos corresponder ao chamado d'Ele nas grandes.

A Igreja, na sua essência, é missionária. A missionariedade é essência de nossa vida na Igreja.


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Tiago Camargo - TIBA
Missionário da Comunidade Canção Nova
Deus estabeleceu aliança com você

Padre Fabrício Andrade
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com
O sacramento do matrimônio é válido quando realizado entre o homem e a mulher, a aliança é um sinal externo de algo que aconteceu no coração daquele homem e daquela mulher. A liturgia hoje nos conta uma história da aliança que o Senhor fez com Abraão e seus descendentes.

Esse Deus, que se manifesta como “Eu Sou”, o Todo-poderoso, quer estabelecer uma aliança com Seu povo. Ele se apresenta como um Deus próximo, humilde, que é o que é, mas quer estabelecer uma aliança conosco. O nosso Deus é um Deus de relacionamentos. Essa aliança foi iniciativa de amor do Senhor, mas pede uma resposta também de amor da outra parte.

O Senhor nos pede que guardemos essa aliança. Guardar a aliança é fazer a nossa parte porque Deus Pai vai fazer a parte d'Ele. Muitas vezes, nos revoltamos com o pedido que fazemos para Deus porque, na verdade, queremos que Ele faça a nossa parte. Ele concede a graça, mas não tira de você a responsabilidade de fazer a sua parte.

"Nosso Deus é um Deus de relacionamentos."
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com

Deus está lá em cima esperando que façamos a nossa parte, é aliança, cada um faz a sua parte. Muitas vezes nossa oração não é atendida porque falta a nossa parte. Se não faço a minha parte a coisa não acontece.

A oração depende mais de atitude do que repetição de palavras. Existe uma responsabilidade de corresponder.

O desafio de nossa vocação é ser fiel, porque Deus Pai sempre foi e sempre será fiel. O desafio é que eu faça a minha parte. Para andar bem eu faço minha parte e o Senhor faz a d'Ele. Antes que você quisesse Deus tomou a iniciativa e fez de você integrante do povo da aliança. Faça a sua parte e o Pai vai ajudá-lo.

Transcrição e adaptação: Clarissa de Oliveira



quinta-feira, 14 de abril de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011



LITURGIA EUCARÍSTICA

Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
É composta pelas seguintes partes:

o Preparação dos dons;
o Oração Eucarística
o Ritos da Comunhão.

Preparação dos dons ou das ofertas

Na Preparação sobre as oferendas, levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos. Em primeiro lugar prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal, o purificatório, o Missal Romano e o cálice, a não ser que se prepare na credência (mesa junto ao altar, onde se colocam as galhetas e outros acessórios da missa). A seguir trazem-se as oferendas. É louvável que os fiéis apresentem o pão e o vinho que o sacerdote ou o diácono recebem em lugar conveniente e depõem sobre o altar, proferindo as fórmulas estabelecidas. Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a Igreja, ou recolhidos no recinto dela; serão, no entanto, colocados em lugar conveniente, fora da mesa eucarística. Em seguida o celebrante lava as mãos, exprimindo por esse rito o seu desejo de purificação interior.
Aqui, o celebrante levanta a patena com o pão dizendo:
CEL: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Se não houver o canto do ofertório o povo poderá aclamar:
ASS: Bendito seja Deus para sempre!
O celebrante derrama vinho e um pouco de água no cálice, rezando em silêncio:
CEL: (reza em silêncio) Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.
Em seguida o celebrante reza:
CEL: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar vinho da salvação.
Se não houver o canto ao ofertório, o povo poderá aclamar:
ASS: Bendito seja Deus para sempre!
O celebrante, inclinado, reza em silêncio:
CEL: De coração contrito e humilde, sejamos Senhor, acolhidos por vós; e seja o vosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.
O sacerdote lava as mãos, dizendo em silêncio:
CEL: Lavai-me, Senhor, das minhas faltas e purificai-me do meu pecado.
Agora, o celebrante faz a oração sobre as ofertas:
CEL: Orai, irmãos, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
ASS: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para no nosso bem e de toda a santa Igreja.
O celebrante agora profere a oração sobre as ofertas, que é tirada do Missal Romano e é própria de cada celebração, de acordo com o momento litúrgico. No fim a Assembléia responde com "Amém".

Oração Eucarística

Na Oração Eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra salvífica e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo. Pela fração do mesmo pão manifesta-se a unidade dos fiéis e pela comunhão os fiéis recebem o Corpo e o Sangue do Senhor como os Apóstolos o receberam das mãos do próprio Cristo.
É o ponto central da ação litúrgica: é a ação de graças e consagração.
Por ela os fiéis se unem a Cristo para proclamar as maravilhas de Deus e oferecer o verdadeiro sacrifício: oferecem o Cristo, pelo sacerdote; e unidos a Cristo, oferecem a sim mesmos ao Pai.
Inicia-se pelo prefácio do celebrante, que é sempre oração de ação de graças pela obra da salvação e de glorificação ao Pai. O prefácio é variável e há um ou mais para cada tempo da Liturgia, conforme o Missal Romano. Por exemplo: Prefácios do Advento, do Natal, da Epifania, da Quaresma, da Paixão, da Páscoa, da Ascensão do Senhor, do Pentecostes, de Cristo Rei, da Eucaristia, da Santíssima Trindade, de nossa Senhora, de São José, dos Apóstolos, dos Santos, dos Mártires, dos Pastores, das Virgens e Religiosos, dos Anjos, dos Mortos e diversos Prefácios do Tempo Comum, além de alguns Prefácios especiais que fazem parte da Oração Eucarística. O prefácio é um hino de "abertura" que nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso, o presidente convida a Assembléia para elevar os corações a Deus, dizendo: "Corações ao alto!". É um hino que proclama a santidade de Deus e dá graças ao Senhor.
O final do prefácio é sempre igual. Termina com esta aclamação "Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!" Às vezes, quanto o "Santo" é cantado, mudam-se algumas palavras. Mas o sentido deve permanecer o mesmo. Em geral, é cantado nas Missas dominicais e recitado nas Missas simples do meio da semana. O "Santo" é tirado do profeta Isaías (6,3), o qual teve a seguinte visão: Serafins, no Templo, aclamavam em alta voz: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos! Toda a terra está cheia de sua glória!" A repetição, dizendo três vezes "Santo", é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade. É como se dissesse que Deus é "Santíssimo". O que o profeta Isaías quer dizer é que ele é um homem de lábios impuros, indigno de falar em nome de Deus, e que, no entanto, viu a glória do Senhor no templo. Por isso estava atemorizado e dizia: "Ai de mim, estou perdido!" Então veio um anjo e purificou os seus lábios com uma brasa viva. Esta passagem é uma lição para nós, que participamos da Eucaristia. Também nós somos pecadores, de lábios impuros, e estamos nos preparando para receber o Corpo do Senhor em nossa boca.
O Missal Romano apresenta cinco Orações Eucarísticas básicas que contemplam os seguintes aspectos:

o A Igreja invoca o Pai para que sejam consagrados os dons oferecidos pela comunidade. (Orações Eucarísticas I e III)
o A Igreja invoca o Pai para que sejam consagrados os dons oferecidos pela comunidade. Os dons apresentados, pela ação do Espírito Santo, se tornarão corpo e sangue do Senhor (Orações Eucarísticas II e IV);
o A ação de graças se prolonga: a criação do homem a desobediência deste e o socorro salvífico, anunciado na esperança dos profetas, e na encarnação do Filho de Deus, que entregou-se à morte, mas ressuscitou glorioso, enviando o Espírito Santo para levar à plenitude a obra da redenção (Oração Eucarística IV, pag. 488 do Missal Romano)
o A Igreja intercede pelo santo padre, pelo bispo local e por todos os presentes (todas as Orações Eucarísticas);
o A Igreja da terra se une aos santos do céu (Oração Eucarística I, pág. 469);
o Os dons apresentados pela ação do Espírito Santo se tornarão corpo e sangue do Senhor (Orações Eucarísticas I e III);
o A narrativa da Instituição revive a última ceia na qual Cristo instituiu o sacramento de sua paixão e ressurreição (todas as Orações Eucarísticas);
o A Igreja rememora o oferecimento do próprio Cristo ao Pai, recordando sua paixão, ressurreição e ascensão ao céu. É o verdadeiro ofertório da missa (todas as Orações Eucarísticas);
o As intercessões são a prece pela qual se manifesta que a celebração eucarística é feita em união com toda a Igreja, a da terra e a do céu, pelos vivos e mortos (todas as Orações Eucarísticas);
o A doxologia (forma de louvor à glória de Deus) final é a expressão da glorificação de Deus, uno e trino, que a comunidade ratifica (todas as Orações Eucarísticas);
o A igreja reconhece a necessidade de louvar a Deus. Este louvor leva a Igreja a ser santa (Oração Eucarística V, página 495 do Missal Romano).
Um detalhe interessante a ser observado pela Assembléia é o anúncio, pelo celebrante, de "Tudo isto é Mistério da Fé!", proferido logo após a narrativa da Instituição; nesse momento todos os que se ajoelharam deverão ficar de pé e recitar de alto e bom som a seguinte citação:
Toda vez que se come deste pão, toda vez que se bebe deste vinho, se recorda a paixão de Jesus Cristo e se fica esperando a sua volta.
O Missal Romano apresenta ainda Orações Eucarísticas para diversas circunstâncias com Missas com crianças (I, II e III), sobre reconciliação (I, pág 866 e II, pág 871) entre outras.

Ritos da Comunhão

Visam preparar os fiéis para receberem o corpo e o sangue do Senhor como alimento espiritual.
Na Oração do Senhor, o Pai-Nosso, os fiéis vivenciam os seguintes aspectos:

o Todos sentem com filhos do mesmo Pai que está nos céus;
o Pedem o pão de cada dia e a vinda do reino de Deus;
o Imploram o perdão e perdoam seus irmãos.
A seguir a Assembléia pede paz e unidade para a Igreja. Saúdam-se todos, fraternalmente, no amor do Senhor. No abraço da paz todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade. Ao cumprimentar o seu irmão, pergunte pelo nome dele, repetindo-o na sua saudação. Fica mais elegante e aproximam mais as pessoas.
Ao término todos voltam a fazer silêncio para que haja um clima de comunhão associado às orações do momento. Aqui o celebrante parte o pão e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio: "Esta união do corpo e do sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos serva para a vida eterna!" Enquanto isso a Assembléia canta ou recita o "Cordeiro de Deus"
A seguir o celebrante reza em silêncio: "Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo: livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso corpo e pelo vosso sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós." ou ainda: "Senhor Jesus Cristo, o vosso corpo e o vosso sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para minha vida".
Agora temos a cumunhão propriamente dita, sendo o momento da participação mais perfeita: comunhão com Cristo após a comunhão com os irmãos. O sacerdote diz em voz alta: "Felizes os convidados para a ceia do Senhor! Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". Agora ele acrescenta, com o povo: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo". Em seguida ele reza em silêncio: "Que o corpo de Cristo me guarde para a vida eterna". Ele comunga o corpo de Cristo e depois reza em silêncio: "Que o sangue de Cristo me guarde para a vida eterna." Nesse momento ele comunga o sangue de Cristo. A seguir, o celebrante e/ou diácono(s) e ministros da eucaristia toma o cibório e diz a cada um dos que vão comungar: "O corpo de Cristo". O que vai comungar responde: "Amém!".
Ao final, enquanto faz a purificação o celebrante reza em silêncio: "Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno." É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou cântico de louvor.
Enquanto o celebrante comunga o corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.




§2446 São João Crisóstomo lembra essa verdade em termos vigorosos: "Não deixar os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida. Nós não detemos nossos bens, mas os deles." "É preciso satisfazer acima de tudo as exigências da justiça, para que não ofereçamos como dom da caridade aquilo que já é devido por justiça."
Quando damos aos pobres as coisas indispensáveis, não praticamos com eles grande generosidade pessoal, mas lhes devolvemos o que é deles. Cumprimos um dever de justiça e não tanto um ato de caridade.
§2447 As obras de misericórdia são as ações caritativas pelas quais socorremos o próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar são obras de misericórdia espiritual, como também perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporal consistem sobretudo em dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados, vestir os maltrapilhos, visitar os doentes e prisioneiros, sepultar os mortos. Dentre esses gestos de misericórdia, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna. E também uma prática de justiça que agrada a Deus.
Aquele que é filho de Deus é vocacionado ao amor

Jimmy
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
A primeira vocação para a qual Deus nos chamou e nos predestinou foi a de sermos Seus filhos. Ele confiou a nós este planeta maravilhoso para vivermos a alegria e a felicidade. Só podemos ser aquilo que o Pai é. Você que é pai e mãe espera que seus filhos se espelhem nas coisas boas que você tem, não é? Você os forma para que eles cresçam e adquiram suas qualidade e as de seu cônjuge. Deus também quer isso de nós, Ele quer que sejamos parecidos com Ele.

Aquele que é filho de Deus é vocacionado ao amor. Temos de ser a “cara” do Pai. Precisamos dizer “sim” a Deus e acolher a graça que Ele nos dá de sermos amor e vivermos essa realidade. Nós todos temos nossos projetos, planos traçados em nossa vida, mas quando assumimos o chamado do Senhor, damos nosso “sim” aos planos d'Ele para nós, porque, como Pai, Ele sabe o que é melhor para nós. E assim, Ele vai revelando seus planos.

Quantas vezes, nós erramos porque desobedecemos aos nossos pais! Lembro-me de que minha mãe sempre lutou para que eu tivesse uma vida santa, um namoro casto; ela sempre se preocupou com minhas amizades. De fato, as más companhias fizeram um estrago na minha sexualidade, na minha pureza, mas Deus quis que eu entendesse a necessidade de viver a santidade e O escutasse, como eu deveria ter escutado meus pais. Deus, com Seu amor infinito, me tirou das situações de pecado.

Hoje, o Pai nos chama à santidade, porque sabe quais caminhos devemos trilhar. Muitas vezes, os filhos são só teimosia, mas o Senhor quer que retomemos a experiência de sermos Seus filhos.

"Não se conforme com este mundo, deixe tudo para trás e viva o chamado que Deus tem para você."
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O mundo hoje tem paganizado as coisas, fazendo com que Deus desapareça de nossa vida. Mas o Senhor gritando em nossos ouvidos os planos de felicidade que Ele tem para nós. Creia no amor de Deus, busque-O, deixe-se ser encontrado por Ele, faça essa experiência de amor, porque você só pode ser feliz quando assume sua vocação.

Meus irmãos, Jesus chamou Seus discípulos e os convidou a segui-Lo. Estes homens, atraídos pelo amor de Deus, deixaram tudo e tiveram suas vidas transformadas. Não se conforme com este mundo, deixe tudo para trás e viva o chamado que Deus tem para você.


Jesus está gritando ao nosso coração para fazer de nós pessoas felizes, mas o inimigo de Deus quer roubar a nossa vocação. Os prazeres deste mundo têm roubado muitas vocações, principalmente por meio da sexualidade, porque o maligno sabe muito bem que, fazendo com que os filhos de Deus sejam imorais na sexualidade, é mais fácil nos derrubar.

Deus é a sua força para caminhar na santidade. Somos uma Igreja peregrina, pois fomos feitos para a eternidade. Por isso precisamos assumir a nossa vocação, para alcançarmos a Igreja celeste, onde teremos a alegria eterna.

O Senhor quer resgatar a juventude, para que esta dê uma resposta diferente. Vamos transformar este mundo! A sua mudança de vida vai incomodar a muitos, mas você precisa semear o amor de Deus nos outros. Vale a pena amar! Dê essa resposta de amor a Jesus.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso
 

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